Foi num zero a zero que chegamos lá mais uma vez. Um placar emblemático que simboliza bem a campanha do Grêmio até aqui na Libertadores 2009. Vamos para a nossa sétima semifinal em doze participações com um time carente de qualidade em algumas posições, com o terceiro técnico ainda se ajeitando na cadeira, com substituição de esquema tático no meio do caminho, com dificuldades financeiras cujas proporções muita gente ainda não está entendendo, com alguns equívocos estratégicos da direção, com a insistência da imprensa em fomentar ou mesmo criar crises, com o fogo-amigo que vem de vários setores da arquibancada, com uma secação potencializada por um centenário e com vários etceteras.
Num cenário destes, que outro clube seria capaz de chegar até aqui? Eu só conheço UM, e agradeço todos os dias por ter nascido sob a benção de suas cores. Mesmo com o preço do sofrimento insólito desta doença rara que atinge 65% da população gaúcha e com cada vez mais casos confirmados no mundo todo. O sofrimento de estar mais uma vez entre os quatro da América, seja com times bons, seja com times medianos, sendo bem ou mal testado por caminhos mais difíceis ou mais fáceis (se é que existe essa diferença hoje em dia). Estava lá, mas pouco vi do jogo. Só sei que a nossa camisa chegou de novo e temos um Tri para desengasgar.
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